BNCC e Metodologias ativas

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi afinal aprovada e, como nós educadores sabemos, tem um prazo curto para ser aplicada pelas escolas brasileiras. A BNCC se desdobra em competências e habilidades que os alunos devem desenvolver ao longo da Educação Básica.

Nesse novo contexto, o grande desafio consiste em desenvolver o ensino e as atividades pedagógicas com base nessas competências e habilidades, abandonando o foco exclusivo no acúmulo de conteúdos, na resolução de exames e nas práticas costumeiras da maioria das escolas.

A BNCC, em suma, é uma proposta de trabalho de diversas competências e habilidades que visa prover uma formação integral que sirva realmente como uma base para toda a vida dos estudantes.

As escolas, portanto, a partir do ano de 2019, devem se adaptar às demandas da BNCC proporcionando aos alunos novas formas de reger o processo de ensino-aprendizagem, principalmente, oferecendo ao aluno a condição de protagonista na construção dos seus conhecimentos.

Levando em consideração a atual e urgente necessidade de preparar os educadores para as demandas associadas às aplicações da BNCC, é essencial que as escolas promovam, para os seus educadores, contínuos treinamentos, workshops e estudos dirigidos como também motivem os seus professores a se aprofundarem no conhecimento das diversas metodologias ativas. Hoje, a escola que não souber trabalhar com sala de aula invertida, PBL, storytelling, estudos do meios, gamificação, ente outras metodologias de aprendizagem, está completamente ultrapassada. A aula expositiva não atende mais às demandas das novas gerações. A sala de aula não é um espaço de passividade.

Como sabemos, é praticamente impossível se lograr a realização de um trabalho completo e integrado sobre BNCC sem trazer à pauta as novas e diversas metodologias de aprendizagem ativa. Como conseguir, com eficiência, o desenvolvimento das competências gerais sem fazer uso de metodologias ativas?  Como trabalhar, por exemplo, “Pensamento científico, crítico e criativo”,  “Repertório cultural”, “Comunicação”, “Cultura digital”, “Trabalho e projeto de vida”, “Argumentação”, “Empatia e cooperação” e “Responsabilidade e cidadania” se o aluno continuar em uma postura passiva em uma prática educativa que unicamente explora a aula expositiva?

Esse é o momento certo para aplicar as metodologias ativas e para formar os educadores para que saibam usá-las.

Sobre o Autor

Max Franco
Escritor, professor, consultor e palestrante, trabalha com viagens pedagógicas e educação há 30 anos. É autor de 7 livros, entre eles “A jornada do aprendiz: storytelling e metodologias ativas na educação”.

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